CIDADE NO CINEMA











EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA


WORLD PRESS PHOTO 2008
TEATRO MICAELENSE
19 JUL 2008 a 09 AGO

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

METRO
MARGARIDA MAIA | GUILHERME FIGUEIREDO
GALERIA ARCO 8
7 DE JUNHO A 5 DE JULHO


INDIELISBOA - PROGRAMA DIA 21





CINE SOLMAR - SALA 1 - 21h30


SLEEPING BETTY de Claude Cloutier Anim., Canadá, 2007, 14´
Prémio do Público Johnie Walker para Melhor Curta-Metragem - Secção Observatório


A princesa Betty está adormecida e nada parece fazê-la acordar. Desesperado o rei lança o repto na tentativa de encontrar quem a acorde. São vários os voluntários: Henrique VIII, a Tia Victoria, um alien emocional, uma bruxa simpática, e um maravilhoso princípe. Mas será ele capaz de acordar a SLEEPING BETTY com apenas um beijo?


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TREN DE SOMBRAS de José Luís Guerín Fic., Espanha, 1997, 88´
Secção Herói Independente/José Luis Guérin


Pouco tempo antes de desaparecer misteriosamente, em 1930, o cineasta francês Gerard Fleury tinha filmado o quotidiano de uma família. E é destas imagens que parte “Tren de Sombras”: Guerin pegou nas filmagens de Fleury e construiu um filme onde o passado e o presente se cruzam por entre as sombras dos fantasmas. As imagens de arquivo mostram a família e pessoal doméstico andando e jogando pelas propriedades. Guerín monta estas imagens com falsas imagens a preto e branco do mesmo local, juntando-lhes cenas a cores que tentam mostrar a actividade que pode ter ocorrido fora de campo. Um filme que antes de mais é uma reflexão sobre o cinema, sobre as diversas formas e manifestações do olhar e, em última instância, um filme sobre a vida e a morte…

Rui Pereira ao Açoriano Oriental

Festival Indie Lisboa visita pela segunda vez os Açores


O Indie Lisboa, festival internacional de cinema independente, esteve na Terceira nos últimos dias e encontra-se agora em São Miguel para a apresentação de filmes de José Luís Guerin, Johnnie To e do novo cinema romeno. O Faial é a próxima paragem
Alguns dos filmes consagrados como Heróis Independentes, pelo Indie Lisboa 2008, podem ser apreciados em Ponta Delgada, no Cine SolMar, até amanhã dia 21. A extensão do festival a São Miguel é promovida pela associação cultural CIMA. As sessões são todos os dias às 21h30.

Que avaliação faz da extensão do Festival Indie Lisboa 2008 à Terceira?
Foi muito positiva! Não tenho conhecimento do número de espectadores do último dia, mas segundo a Associação Burra de Milho o total de espectadores anda perto dos valores do ano passado. Só podemos estar muito satisfeitos por poder vir aos Açores mostrar uma breve selecção dos filmes apresentados na 5ª edição do festival.
Quais são as expectativas em relação às visitas do festival a São Miguel e ao Faial?
Para ser sincero, não tenho qualquer tipo de expectativas. Não faço ideia sobre o tipo de público que vamos encontrar. Imagino que em São Miguel, proporcionalmente, possa haver mais público e que isso se traduza em mais pessoas nas sessões, mas não faço ideia. Estou ansioso por saber que quantidade e que tipo de público poderá ir à mostra do Indie Lisboa.
Segundo a Associação Cultural Burra de Milho, a extensão do Indie Lisboa aos Açores foi no ano passado a mais procurada a nível nacional, com cerca de 640 espectadores. Como interpreta este facto?
Foi curioso. Acho que tem a ver com a dificuldade do cinema independente em chegar aos Açores. Imagino que os açorianos possam ter aproveitado a oportunidade de assistir a filmes aos quais, de outra maneira, não teriam acesso porque não estão editados em DVD. Nestes números estão incluídos também os espectadores do Indie Júnior, um público mais jovem, o que é muito satisfatório para o festival, porque sentimos que estamos a contribuir para a educação e para a formação de públicos o mais cedo possível. É bom ver que esta vertente que o festival tem, em Lisboa, é também aproveitada na extensão aos Açores.
O que é que conhece e que avaliação faz do cinema feito nos Açores?
Infelizmente não conheço muita coisa. Conheci o filme do Gonçalo Tocha - Balaou - que ganhou no ano passado a competição nacional de longas-metragens do Indie Lisboa, e pouco mais. Tive oportunidade de estar na Terceira, em Outubro, a convite da Associação Cultural Burra de Milho, para fazer parte do júri do projecto LabJovem, na área de video, e tive assim acesso a alguma produção local que me deixou com algumas expectativas. Obviamente, não do ponto de vista dos meios, mas em termos de ideias, há coisas a serem bem feitas. Só espero que, dos seleccionados pelo LabJovem, possam mais tarde ou mais cedo sair alguns projectos mais ambiciosos.
Como tem evoluído o cinema independente português?
Quase todo o cinema português é, na verdadeira acepção da palavra, independente. Não no sentido da dependência ou independência em relação às fontes de financiamento, porque nesse aspecto, infelizmente, continuamos muito dependentes dos subsídios do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), mas em termos da produção, o cinema português é claramente independente. É um cinema de autor, que privilegia a mensagem em relação à vontade de seguir uma série de fórmulas, muitas vezes impostas. O importante é que se continue a produzir filmes que sejam cada vez menos dependentes do ICA, como os vencedores da competição nacional das últimas duas edições do Indie Lisboa, que foram feitos sem apoios institucionais.
Ao fim de cinco edições o Indie Lisboa continua a crescer. Até onde pode chegar o festival?
Até onde for possível, não temos uma meta. Não queremos ser demasiado grandes, porque não queremos tornar o Indie em algo sem conteúdo e sem alma. Acima de tudo queremos, todos os anos, aumentar a qualidade do festival, em número de espectadores e em número de filmes presentes, nacionais e estrangeiros.||

INDIE LISBOA - PROGRAMA DIA 20



CINE SOLMAR - SALA 1 - 21h30


BOULEVARD L’OCEAN de Céline Novel | Fic., Bélgica/França, 2007, 19´
Prémio RTP2 Onda Curta - Secção Observatório

Também junto ao mar Agathe desafia os seus limites. Em BOULEVARD L´OCÉAN ela passa os seus dias em frente ao mar. E é no vazio dos seus dias que ela descobre algo com que se ocupar: um desporto que exige mais do que as suas capacidades físicas podem proporcionar. Mas isso não é importante para alguém cujo objectivo é quebrar a linha do limite.

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A HERO NEVER DIES de Johnnie To | Fic., Hong Kong, 1998, 98´

Secção Herói Independente/Johnnie To

Dois assassinos, dois patrões, duas companheiras, destinos duplos. Eis o fim do filme de heróis de Hong Kong, o género que John Woo popularizou nos anos 1980. To desconstrói-o com movimento de câmara e cor abstracta, tornando a história do tipo com uma pistola na celebração da estrutura classicamente simétrica. Quando o glacial L. Lai e os chefes dos criminosos rivais do duro cowboy L. Ching-wan formam uma aliança, os dois pistoleiros tornam-se supérfluos. Descobrindo que são um par de avatares de heroísmo individual fora de moda, entre eles o jogo passa a aliança e depois a tragédia. Um manual da habilidade de To para injectar efeito emocional numa peça formalista: cada traição e sacrifício são um soco.


INDIE LISBOA - PROGRAMA DIA 19



CINE SOLMAR - SALA 1 - 21h30


INTERIOR. BLOCK OF FLATS HALLWAY de Ciprian Alexandrescu | Fic., Roménia, 2007, 16´
Menção Honrosa na Competição Internacional de Curtas-metragens

Baseado numa história real INTERIOR. BLOCK OF FLATS HALLWAY é uma sátira ao mundo em que vivemos. A morte de uma pessoa desencadeia uma série de acontecimentos que acaba por afectar toda a vizinhança.

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OCCIDENT de Cristian Mungiu | Fic., Roménia, 2002, 105´
Secção Herói Independente/O novo cinema romeno

OCCIDENT, primeira obra do realizador de ”4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, é uma envolvente comédia com laivos trágicos. Luci, engenheiro florestal, e a namorada Sorina, educadora infantil, questionam-se sobre o seu futuro depois de serem desalojados da casa que habitavam. Sem terem a quem recorrer, vão até ao cemitério e ficam junto da campa do pai de Sorina na esperança de lhes surgir um sinal que os ajude a decidir o que fazer. Enquanto Luci promete fazer tudo o que estiver ao seu alcance para arranjar um emprego no ramo da publicidade, Sorina acredita que a única solução é saírem da Roménia e emigrarem para a Europa ocidental. Eis senão quando o desejado sinal surge vindo do além e liga as suas vidas à de outras personagens que enfrentam o mesmo tipo de problemas e que também desejam escapar da insegurança que enfrentam numa sociedade pós-comunismo.

INDIE LISBOA - PONTA DELGADA





CINE SOLMAR - SALA 1 - 21h30
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19 DE MAIO

INTERIOR. BLOCK OF FLATS HALLWAY de Ciprian Alexandrescu | Fic., Roménia, 2007, 16´
Menção Honrosa na Competição Internacional de Curtas-metragens

OCCIDENT de Cristian Mungiu | Fic., Roménia, 2002, 105´
Secção Herói Independente/O novo cinema romeno

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20 DE MAIO

BOULEVARD L’OCEAN de Céline Novel | Fic., Bélgica/França, 2007, 19´
Prémio RTP2 Onda Curta - Secção Observatório

A HERO NEVER DIES de Johnnie To | Fic., Hong Kong, 1998, 98´
Secção Herói Independente/Johnnie To

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21 DE MAIO

SLEEPING BETTY de Claude Cloutier | Anim., Canadá, 2007, 14´
Prémio do Público Johnie Walker para Melhor Curta-Metragem - Secção Observatório

TREN DE SOMBRAS de José Luís Guerín | Fic., Espanha, 1997, 88´
Secção Herói Independente/José Luis Guérin

A CASA DO BARQUEIRO - JORGE MURTEIRA | DIA 20 - 21H30 TEATRO MICAELENSE

EXTENSÃO DOCLISBOA EM PONTA DELGADA

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PROGRAMA

20 FEVEREIRO . 21h30 A CASA DO BARQUEIRO de Jorge Murteira presença do realizador
21 FEVEREIRO . 15h30 & ETC de Cláudia Clemente presença do realizador
............................CONVICÇÕES de Julie Frères
....................21h30 & ETC de Cláudia Clemente presença do realizador
............................ERA PRECISO FAZER AS COISAS de Margarida Cardoso
22 FEVEREIRO . 15h30 A CASA DO BARQUEIRO de Jorge Murteira presença do realizador
....................21h30 CONVICÇÕES de Julie Frères
23 FEVEREIRO . 21h30 THESE GIRLS (leg. Inglês) de Tahani Rached presença da Direcção do DocLisboa (a confirmar)


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20 FEVEREIRO . 21h30 com a presença do realizador Jorge Murteira
A CASA DO BARQUEIRO
de Jorge Murteira - 63´Portugal 2007
Prémio Sony para Melhor Primeira Obra Portuguesa e Prémio IPJ Escolas para Melhor Filme Português

"Paulino faz da barraca sobre o rio a sua casa improvisada. Ali guarda de tudo um pouco, cozinha, faz a barba e prepara o bigode, recolhe quando a chuva, o frio ou o vento apertam. Pede e resmunga uma nova casa em condições. Entre as margens do Tejo é ele quem assegura a ligação. O filme acompanha o último barqueiro da Amieira do Tejo durante quatro estações. No Inverno e no Outono, perto da fogueira sobre o vale do rio, num compasso de espera alterado pela passagem dos comboios que raramente trazem fregueses. Na Primavera e no Verão, na mesa de sulipas, solitário, na partilha de um copo ou petisco com quem por ali se cruze. Até que um passageiro desça do comboio ou se apresente na margem para o apanhar. Agora já não há barqueiro e a nova casa continua por estrear. Não há mais barcagens para ninguém".

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21 FEVEREIRO . 15h30 (sessão para escolas) - com a presença da realizadora Cláudia Clemente
& ETC
de Cláudia Clemente - 25´Portugal 2007
Prémio Tobis para Melhor Filme Português de Curta-Metragem

Fundada em 1973, a "& etc." é uma pequena editora que se rege por parâmetros únicos: não tem fins lucrativos, não publica obras comerciais e aposta em autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados, como pela singularidade dos autores que publica, entre os quais João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta. Dois responsáveis desta editora, Vitor Silva Tavares e Rui Caeiro, recordam neste filme alguns episódios passados ao longo das três décadas de aventuras literárias.

CONVICÇÕES
de Julie Frères - 55´ Portugal/França 2007
Menção Especial para melhor filme português longa-metragem

Em Fevereiro de 2007, os Portugueses foram chamados a votar pela ou contra a despenalização do aborto. Partindo do quotidiano de quatro mulheres de convicções totalmente opostas, o filme segue de perto a campanha do referendo, nos bastidores, na rua e nos média.


21h30 - com a presença da realizadora Cláudia Clemente
& ETC
de Cláudia Clemente - 25´Portugal 2007
Prémio Tobis para Melhor Filme Português de Curta-Metragem


Fundada em 1973, a "& etc." é uma pequena editora que se rege por parâmetros únicos: não tem fins lucrativos, não publica obras comerciais e aposta em autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados, como pela singularidade dos autores que publica, entre os quais João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta. Dois responsáveis desta editora, Vitor Silva Tavares e Rui Caeiro, recordam neste filme alguns episódios passados ao longo das três décadas de aventuras literárias.


ERA PRECISO FAZER AS COISAS
de Margarida Cardoso - 52´Portugal 2007
Grande Prémio Tobis para Melhor Filme Português de Longa-Metragem
Prémio Midas para Melhor Filme Português presente no Festival

Alguns dias de Outono durante os ensaios de “O Tio Vânia” de Tchékhov. Actores e encenador procuram o caminho para a construção de qualquer coisa em comum. As suas vozes interiores, as suas dúvidas, confundem-se com as das personagens que tentam alcançar. A casa, o tempo, a idade, a frustração. Não estaremos todos à procura de sentido?

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22 FEVEREIRO . 15h30 (sessão para escolas) - com a presença do realizador Jorge Murteira
A CASA DO BARQUEIRO
de Jorge Murteira - 63´Portugal 2007
Prémio Sony para Melhor Primeira Obra Portuguesa e Prémio IPJ Escolas para Melhor Filme Português

"Paulino faz da barraca sobre o rio a sua casa improvisada. Ali guarda de tudo um pouco, cozinha, faz a barba e prepara o bigode, recolhe quando a chuva, o frio ou o vento apertam. Pede e resmunga uma nova casa em condições. Entre as margens do Tejo é ele quem assegura a ligação. O filme acompanha o último barqueiro da Amieira do Tejo durante quatro estações. No Inverno e no Outono, perto da fogueira sobre o vale do rio, num compasso de espera alterado pela passagem dos comboios que raramente trazem fregueses. Na Primavera e no Verão, na mesa de sulipas, solitário, na partilha de um copo ou petisco com quem por ali se cruze. Até que um passageiro desça do comboio ou se apresente na margem para o apanhar. Agora já não há barqueiro e a nova casa continua por estrear. Não há mais barcagens para ninguém".


21h30

CONVICÇÕES
de Julie Frères - 55´ Portugal/França 2007
(Menção Especial para Melhor Filme Português de Longa-Metragem)

Em Fevereiro de 2007, os Portugueses foram chamados a votar pela ou contra a despenalização do aborto. Partindo do quotidiano de quatro mulheres de convicções totalmente opostas, o filme segue de perto a campanha do referendo, nos bastidores, na rua e nos média.

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23 FEVEREIRO . 21h30 com a presença da Direcção do DocLisboa (a confirmar)
THESE GIRLS
(leg. Inglês)
de Tahani Rached - 66´ Egipto 2006

(Grande Prémio Doclisboa para Melhor Filme de Longa-Metragem)

Estreado no festival de Cannes 2006, "These Girls" leva-nos até ao universo das raparigas adolescentes que vivem nas ruas do Cairo. Estas mulheres, crianças ou mães - e por vezes tudo isso ao mesmo tempo - desafiam diariamente os mais variados perigos e preconceitos sociais.
As ruas e os jardins onde dormem são um universo de violência, medo e liberdade. As protagonistas expõem as suas emoções e surpreendem nos tanto pela força de carácter, como pelo sentido de humor. Têm sempre de se proteger dos rapazes que também vivem na rua, dos homens, da polícia, da família, das instituições e ganham pouco o nosso respeito. Apesar de se saberem marginalizadas, tentam viver cada dia como uma festa.


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